quarta-feira, 27 de maio de 2009
HIPERMÍDIA E INTERATIVIDADE
Hipermídia une os conceitos de não-linearidade, hipertexto, interface e multimídia numa só linguagem. A hipermídia é capaz de proporcionar a interatividade; no site experimental a proposta é fazer com que o usuário presencie a idéia, ao invés de observar apenas aspectos da mesma. Deste modo, unindo os conceitos de interatividade e hipermídia, pretendemos fazer com que o usuário tenha muito mais do que apenas um limitado número de possibilidades.
Tipos e Trilha
A fonte SQUARE 721 BT será utilizada pela sua alta legibilidade e pelo seu visual industrial.
TRILHA SONORA
A trilha sonora escolhida para o site foi uma seleção de três músicas da banda Nine Inch Nails. Por ser um som instrumental industrial, faz com que o internauta se sinta dentro de uma máquina em funcionamento, que é representada pelo nosso cérebro(raciocínio). Existe um controle que é acessível em todas as áreas do site que pode parar a música se a mesma se tornar indesejável e há um controle de volume para maior conforto do usuário.
APRIMORANDO O CONCEITO
Nessa fase buscamos uma iconografia referente ao conceito escolhido. Resolvemos buscar na mitologia clássica alguma divindade que estivesse relacionada à mente. Nos deparamos com os mitos referentes à deusa grega Mnemósine, deusa da memória, mãe das nove Musas da inspiração.
A INSPIRAÇÃO
Tão logo estudamos os mitos das Musas, decidimos por criar o site experimental tendo como referência a estética cyberpunk e a deusa Mnemósine. O site teria o intuito de testar a memória do usuário, mostrando a ele o quanto a mente precisa ser aprimorada. Todos os testes teriam alguma referência visual relacionada às Musas.
O site, cujo título é "Eu, Máquina", teria que ser o mais interativo possível, com navegação aleatória entre os layouts. Dividimos a construção dos layouts pelos integrantes e buscamos manter a unidade visual entre eles. Para isso, definimos a tipografia, a trilha sonora e a paleta de cores.
Sobre o PDP
Acabamos por adotar a estética cyberpunk na criação do PDP. Ao acoplar a máquina ao corpo, Stelarc propõe tornar o homem um ser híbrido, que, nas palavras do filósofo francês Lefebvre, seria um ser Cibernantropo, um humano robotizado.
BRAINSTORMING
Decidimos utilizar o título "Cibernantropo: o Homem Modular" no PDP, pois o artista propõe que o corpo, a medida que for expandido, seja passível de ser montado em módulos. A seguir foram buscadas várias formas de aplicar o conceito do Cibernantropo dentro do site experimental.
DEIXANDO O ARTISTA DE LADO
Resolvemos separar o artista dos conceitos que ele propõe. Separamos tudo em uma lista e resolvemos adotar o conceito do obsoleto, que o artista aplica ao corpo. Determinado o conceito, aplicamos ele no campo da mente, ou seja, decidimos por criar o site experimental para discutir o quanto a mente humana é obsoleta.
Fase de Pesquisa e Linguagens de Stelarc
BODY ART

Stelarc utiliza o corpo como suporte para a arte. O artista tem realizadas mais de 20 suspensões corporais, numa forma de transcender simbolicamente os limites de seu próprio corpo.
CIBERCULTURA
Segundo Pierre Levy, cibercultura é o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolve juntamente com o crescimento do ciberespaço. Stelarc, em suas perfomances controladas via web, busca quebrar distâncias entre o homem e a máquina, uma das discussões da cibercultura.
CYBERPUNK
Como um ramo da cibercultura, a subcultura cyberpunk é a que melhor define o trabalho de Stelarc, pois discute principalmente o conceito de interação entre homem e máquina. A estética e a ideologia cyberpunk iniciou-se oficialmente em 1983, nas mãos do escritor de ficção científica Bruce Bethke. Então o cyberpunk passou a englobar um misto de moda, música e arte.
Sobre o site "Eu, Máquina"
ARTE, DESIGN E TECNOLOGIA
Durante a fase do trabalho teórico, buscamos demonstrar a inter-relação entre design, arte e tecnologia. Definido isso, passamos a buscar a identificação desses elementos na obra do artista.
STELARC
O artista australiano é um dos pioneiros na exposição da ciberarte e busca, em suas perfomances, discutir o quanto o corpo humano é obsoleto. Ele propõe uma reestruturação do corpo, acoplando máquinas ao organismo como uma forma de aprimorar as capacidades psico-fisiológicas do homem.
terça-feira, 26 de maio de 2009
A poucos passos
Painel Cientifico
Algumas dificuldades
Os layouts e a interação
domingo, 10 de maio de 2009
As nove filhas da memória
quarta-feira, 4 de março de 2009
STELARC - “Das estratégias psicológicas às ciberestratégias: a Protética, a Robótica e a Existência Remota.”
Argumentos:
1. O processo de evolução filogenético da espécie humana estagnou. O cérebro e o corpo humanos não conseguem abarcar, interiorizar e responder adequadamente aos estímulos e dinâmicas externas que eles próprios puseram em marcha. A resposta do cérebro à enorme quantidade de informação disponível, é obliterar e negar, através da especialização, a nova realidade informativa à escala planetária. É necessário eliminar os limites biológicos, culturais e planetários do corpo.
http://www.youtube.com/watch?v=Nym8hfNI9Gg
2. A liberdade humana não pode ser mais entendida como liberdade de ideias, mas como liberdade de mudar e alterar a estrutura do próprio corpo, para formas adequadas a novas exigências físicas e cognitivas.
3. O corpo tem que ser activado nos seus mecanismo biológicos, através de componentes tecnológicos – a biotecnologia deverá ser orientada para esta necessidade de adequação do corpo em ultrapassar a sua obsolescência.
4. O corpo está obsoleto. Chegou a altura de perguntar sobre a adequação real do nosso corpo (“intimidado pela precisão, velocidade e poder da tecnologia”) ao Mundo tal como é Há que pensar em estratégias evolutivas para o corpo humano. A própria reprodução não faz mais sentido, existe antes a necessidade de “intensificar a relação masculino-feminino através da interface homem-máquina”.
http://www.youtube.com/watch?v=OKEfJRe4uys&feature=PlayList&p=60F8692146D9FFE1&playnext=1&index=71
5. Os corpos tornam-se ausentes. Não basta ter um corpo, mas ser um corpo. É desta consciência que poderemos pretender chegar a uma maior adequação dos actos e ideias aos novos estímulos e dinâmicas exigidas por uma “abertura-para-o-mundo”.
http://www.youtube.com/watch?v=m4FMRhfuscg
6. O corpo deve ser visto como uma estrutura que tem que ser modificada e monitorizada. O corpo é um objecto de um projecto que tem como finalidade uma nova consciência do Mundo.
http://www.youtube.com/watch?v=yuzGraK_ldI&feature=related
7. A pele como início e limite das sensações é inadequada. Não serve como interface.
http://www.youtube.com/watch?v=7HIijfxpQBY&NR=1
8. A tecnologia mostra a necessidade de mudança física e torna-se também um dos componentes do corpo. Através da tecnologia a evolução torna-se possível como acto individual, consciente, intencional, voluntário e único.
http://www.youtube.com/watch?v=CpbUqfdEFiE&feature=related
9. A inteligência artificial deixa de estar contida num software e estende-se ao corpo, aumentando as suas possibilidades operacionais, lato sensu. O corpo é ampliado.
10. Se o nó górdio da evolução filogenética foi o bipedismo, o futuro da evolução humana terá que passar pela troca de pele. Porque não uma pele sintética que permita eliminar muitas das limitações do corpo?
terça-feira, 3 de março de 2009
Referencias Artisticas
natural city
Directed By: Byung-chun Min (2003)
Themes: Androids, Man-machine Interface, VR Movies
ONE POINT
Directed By: Jeff Renfroe & Marteinn Thorsson (2004)
Themes: Man-machine interface, Dystopic Futures
fragile machine
Directed By: Ben Steele (2005)
Themes: Androids, Man-machine Interface, Surreal
Cyberpunk, Awesome Visuals
i.K.u.
Directed By: Shu Lea Cheang (2000)
Themes: Androids, VR Movies, Soft-core
cyberporn, Extreme Japanese Cyberpunk,
Surreal Cyberpunk
nirvana
Directed By: Gabriele Salvatores (1997)
Themes: Awesome Visuals, Hackers, Dystopic Futures,
Good Low-budget Movies, Memory Modification, VR
Movies
WONDERFUL DAYS
Directed By: Moon-saeng Kim, Park Sunmin (2003)
Themes: Dystopic Futures, Utopia Surrounded by Poverty,
Hot Cyberchicks Kicking Butt, Awesome Visuals
ARMITAGE III
Directed By: Hiroyuki Ochi (1994)
Themes: Androids, Man-machine Interface, Hot Cyberchicks
Kicking Butt, Awesome Cyberpunk Themes
HARDWARE
Directed By: Richard Stanley (1990)
Themes: Dystopic Futures, Horror,
Good Low - budget Movies, Awesome Cyberpunk
Themes
La Jetée directed By: Chris Marker (1962)
12 Monkeys directed By: Terry Gilliam (1995)
Themes: Dystopic Futures, Memory Modification, Surreal
Cyberpunk, Time Travel, Awesome Cyberpunk Themes
malice@doll
Directed By: Keitarou Motonaga (2000)
Themes: Androids, Surreal Cyberpunk, Awesome Visuals
immortel
Directed By: Enki Bilal (2004)
Themes: Aliens, Dystopic Futures, Memory Modification, Awesome
Visuals
CYPHER
Directed By: Natali (2002)
Themes: Memory Modification, Good Low-budget Movies
PUZZLEHEAD
Directed By: James Bai (2005)
Themes: Androids, Dystopic Futures, Good Low-budget Movies,
Memory Modification
F8
Directed By: Jason Wen (2001)
Themes: Aliens, Security-Surveillance State,
Good Low-budget Movies, Awesome Visuals
save the green planet
Directed By: Jun-hwan Jeong (2003)
Themes: Alien Movies, Surreal Cyberpunk, Extreme Japanese
Cyberpunk, Awesome Cyberpunk Visuals, Cyberpunk Horror
metropolis
Directed By: Fritz Lang (1927)
Themes: Androids, Dystopic Futures, Hot Cyberchicks
Kicking Butt, Man-Machine Interface, Utopia Surrounded
by Poverty, Security-Surveillance State, Awesome Visuals
android
Directed By: Aaron Lipstadt (1982)
Themes: Androids, Good low-budget movies
GHOST IN THE SHELL
GITS: STAND ALONE COMPLEX
SERIAL EXPERIMENTS LAIN
AKIRA
GITS2: INNOCENCE
KARAS
TEXHNOLYZE
APPLESEED
ERGO PROXY
BATTLE ANGEL ALITA
TETSUO 1: IRON MAN
BURST CITY
RUBBER’S LOVER
TETSUO 2:BODY HAMMER
ELECTRIC DRAGON 80000V
964 PINOCCHIO
GUSHA NO BINDUME
FULL METAL YAKUZA
CASSHERN
AVALON
Site sobre cyberpunk e ciber-xamanismo
http://metamorficus.blogspot.com/2008/02/entrevista-de-terence-mckenna.html
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Frases de Stelarc
O corpo não é nem muito eficiente nem muito durável.
A falta de um desenho modular para o corpo e o seu sistema imunológico hiperativo dificultam a
reposição de órgãos em mal-funcionamento.
É somente quando o corpo atenta
para esta sua posição é que ele pode mapear uma estratégia pós-evolutiva.
Não é
mais uma questão de perpetuar a espécie humana pela reprodução, mas sim de
reforçar o intercurso macho-fêmea pela interface humano-máquina.
O CORPO É OBSOLETO.
Nós estamos no final da filosofia e da fisiologia humana.
O pensamento humano recua para o passado humano.
- STELARC
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Eu Máquina
O corpo obsoleto
O infobody ou corpo cibernético é paixão de vanguardas artísticas que tornam evidente a relação desarranjada do homem com seu corpo, o corpo como partenaire sintomático do sujeito. Stelarc,
http://www.stanford.edu/dept/HPS//stelarc/a29-extended_body.html artista e performer australiano, inventor do corpo expandido, diz que o corpo carece de "design" modular e por isso é "obsoleto", significante performativo segundo Lacan. Cai na tentação de Descartes e da um passo mais, aparelho biologicamente inadequado que demanda uma suplência tecnologia para "savoir-y-faire" com essa inadequação fundamental. É a tecnologia que nos define como humanos e não a estrutura obsoleta da carne incompatível com a era da informação/ação. A primeira medida é liquidar a pele como barreira; antiga interface do corpo. Stelarc sabe das conseqüências de apagar a zona erógena mais extensa do corpo, caso sigamos a Freud, a mais profunda, caso sigamos a Valéry.
Nada novo aparecerá no pensamento até redesenharmos o corpo, diz Stelarc. Nossa tendência ao Um, a vocação de unificar, provém da incompletude de nossos sistemas sensoriais. Stelarc propõe superar o dualismo cartesiano e pensar num "corpo pluggado" a um novo terreno tecnológico.
Trata-se, portanto, do contrário do que sustenta Lacan ao situar a divisão, ("essa que o idiota de Descartes havia recortado", Seminário 2, aula 12 de janeiro de 1955) como já feita, sem remédio. Tal divisão comporta uma atitude radical, da qual partiu Freud "frente ao corpo, o médico tem a atitude do senhor que desmonta uma máquina"
R.U Sirius, editor de Mondo 2000 (7), cabeça da vanguarda do cyberdiscurso vaticina que estamo-nos tornando incorpóreos porém e dando mostras da seriedade que seu nome promete, conclui: "O sexo é o único bom pretexto para ser corpóreo e seria bom aproveitar o máximo antes que passe de moda".
Sobre o Stelarc:http://pt.wikipedia.org/wiki/Stelarc
http://www.janelanaweb.com/digitais/stelarc.html
http://forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.rede/numero/rev-numero6/seisdanilabra
http://oquememove.wordpress.com/2007/09/11/stelarc-corpo-obsoleto/
http://ohomemquesabiademasiado.blogspot.com/2008/01/stelarc-o-artista-mutante.html
http://www.mru-vru.com/stelarc.html
http://theriddleelddireht.blogspot.com/2008/03/stelarc-my-first-craziest-conference.html (com varios videos)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071012_orelhabraco_pu.shtml
http://www.abed.org.br/congresso2002/trabalhos/texto22.htm
http://www.ekac.org/roboarte.html
Uma matéria bem interessante sobre arte digital:
http://rraurl.uol.com.br/cena/5089/Os_rumos_da_arte_digital
Livros do Google:
http://books.google.com.br/books?id=bbRJX_l6hnsC&pg=PA135&lpg=PA135&dq=stelarc&source=web&ots=_2G9LKt0YI&sig=74BeMc82E5WeUbzyWdzB-ygDva0&hl=pt-BR&ei=lZCdSdqpO8yatwefv6DkBA&sa=X&oi=book_result&resnum=4&ct=result#PPA136,M1
http://books.google.com.br/books?id=qOHetOm6FrIC&pg=PA110&lpg=PA110&dq=stelarc&source=web&ots=g4xqVu4nJO&sig=Uujd4vuTquTKChIL8yzIq0Y7JRc&hl=pt-BR&ei=lZCdSdqpO8yatwefv6DkBA&sa=X&oi=book_result&resnum=10&ct=result#PPA109,M1
Livros em pdf sobre o artista:
www.scielo.br/pdf/soc/n13/23566.pdf
www.reposcom.portcom.intercom.org.br/dspace/bitstream/1904/17799/1/R0915-1.
www.sintomnizado.com.br/samuelka/pdf2corpo.pdf
http://www.cencib.org/simposioabciber/PDFs/CC/Vilson%20Holzapfel.pdf
http://www.estg.ipleiria.pt/files/354045_Artista%20Stelarc%20encerra%20Conferencia_COMUNICADO%20DE%20IMPRENSA%2030_Set_200_4587d17627bad.pdf
Site de referência de arte:
kraftwerk.com
Sites de Referência de conteúdo:
Biopunk wiki
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biopunk
Biopunk artigo da Geek
http://jaumdumal.wordpress.com/2008/02/22/o-futuro-e-biopunk/
Texto em pdf sobre Cyberpunk e seus sub generos
www.cem.itesm.mx/dacs/publicaciones/logos/anteriores/n52/6Amaral.pdf
Artigo sobre Cyberpunks
http://0posmoderno.wordpress.com/2008/06/09/cyberpunk/
Artigo sobre cybermoda e biopunk
www.uff.br/ciberlegenda/ciberlegendajulhoartigoaleteia.pdf
Artigo sobre cyborgs:
http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/cap6.html
Artigo sobre Stelarc e a BodyArt
http://forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.rede/numero/rev-numero6/seisdanilabra

